| Mentiras
Uma vez mais, a dita organização
não governamental britânica Global Witness, saiu
a público para proferir atoardas contra dirigentes nacionais,
prosseguindo, assim, os seus indisfarçáveis esforços
de corroer a imagem do Governo, visando o seu descrédito
a nível interno e externo.
As alegações segundo as quais o Chefe de Estado
e outras destacadas figuras possuem grandes somas de dinheiro
em contas secretas foram evocadas no seu último relatório
sem qualquer sustento válido. De resto, não se
pode provar o improvável.
Se alguma credibilidade ainda existia por parte de algumas pessoas
nos inflamados documentos que esta suposta ONG emite, estas
ficaram dissipadas com a decisão tomada por uma corte
superior suíça, a qual afirma não ter havido
ilegalidade na actuação da empresa Abalone, intermediária
na resolução da dívida para com a Rússia.
Por este e outros motivos, como bem afirmou o chefe da Casa
Civil da Presidência da República, Carlos Feijó,
não se vê razão para se continuar a acusar
o Governo angolano de ter actuado contra a lei, quando os próprios
tribunais superiores suíços assim não o
consideram.
De onde provêm, então, estas graves difamações?
Que objectivos perseguem os produtores dessas calúnias?
Fica claro que essas mentiras enquadram-se num plano ardilosamente
arquitectado, cuja finalidade não é senão
semear nos angolanos um estado de antagonismo para com os governantes,
destruir a unidade nacional, debilitar a confiança do
povo no Governo, e particularmente no partido maioritário,
a fim de favorecer outras organizações por si
tomadas como dóceis aos seus obscuros interesses.
Ao dirigir quase que única e sistematicamente as suas
baterias contra o Governo, a Global Witness cai no descrédito
e mostra que serve interesses malévolos e inconfessos.
Mas os angolanos não são tão ingénuos
a ponto de acreditarem em manipulações destituídas
de sustentação palpável. As acções
desta pretensa ONG estão condenadas ao fracasso.
Uma Nação erguida mercê de tão incomedidos
esforços e sacrifícios, um país nascido
à custa de tanto sangue e suor e que conseguiu resistir
tenazmente à tão atribuladas situações
não há, certamente, de vergar-se ante grupos de
duvidada reputação. A sua atitude, que até
é passível de ser alvo de procedimento criminal,
não logrará os seus objectivos. A unidade do povo
vencerб.
Jornal de Angola, Luanda, 26.03.2004
Editorial
Embaixada da Angola na Rússia, 2004
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